Pesquisar

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Anac quer acelerar formação de pilotos

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) quer introduzir no Brasil uma nova certificação que poderá acelerar e baratear a formação de pilotos para a aviação regular, substituindo o treinamento em voo por simulador.
As novas regras para a Licença de Piloto de Tripulação Múltipla (MPL, da sigla em inglês) seguem critérios da OACI, órgão das Nações Unidas responsável por padrões de segurança na aviação.
As regras integram proposta de modernização da regulamentação de certificação de pilotos que a Anac colocou em audiência pública, via internet, no mês passado.
Contribuições podem ser feitas até sábado. A expectativa é que a medida entre em vigor até março.
"Isso vai ajudar a reduzir o gargalo na formação de pilotos", diz o superintendente de segurança operacional da Anac, David Faria Neto.
A substituição do voo real por simulador divide opiniões. Os EUA não adotaram esse modelo, criado em 2006. Ao contrário. Após um acidente da Colgan Air em 2009, em que ficou comprovado erro dos pilotos, o Congresso começou a discutir a possibilidade de exigir mais horas de voo de formação.
Por outro lado, empresas reconhecidas pelo padrão de segurança, como Lufthansa e Emirates, contratam pilotos sem experiência e investem na sua formação.
A MPL prevê um mínimo de 240 horas de experiência para copiloto, que podem ser cumpridas integralmente em simulador.
O entendimento é que horas em um simulador idêntico ao avião que o piloto encontrará na vida real terão mais qualidade do que voos em aviãozinho de aeroclube.


Fonte: Folha de S. Paulo (13/12/10)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

INSCRIÇÕES ABERTAS!!!

UnG lança curso em parceria com Academia do Ar

Graduação tecnológica em Transporte Aéreo da UnG, ministrada na Academia do Ar, permite múltiplas habilitações para atuar no mercado aéreo.



Além das tradicionais graduações que a Universidade Guarulhos (UnG) oferece, a Instituição, em parceria com a escola de aviação civil Academia do Ar, lançou o curso superior de Tecnologia em Transporte Aéreo, cujo objetivo é, em dois anos, formar profissionais com alto conhecimento tecnológico e multidisciplinar nas áreas da aviação civil e transporte aéreo para atender à demanda de um mercado carente de mão-de-obra especializada.

O curso foi concebido em quatro módulos. Ao final de cada módulo, o aluno pode requerer sua certificação na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e já ingressar no mercado de trabalhoà medida que conclui os demais módulos. Ao concluir o curso, ele terá a formação profissional de Piloto, Comissário de Voo,  DOV (Despachante Operacional de Voo)  e Gestor em Logística e Operações Aéreas.
    
Os módulos I, II e parte do III proporcionam as condições para que o aluno obtenha seus Certificados de Conhecimentos Teóricos (CCT) de piloto privado de avião e helicóptero, piloto comercial de avião e helicóptero, despachante operacional de voo e comissário de voo, conforme a regulamentação da Anac. A outra parte do módulo III e o módulo IV proporcionam conhecimentos de gestão em Logística e administração de operações aéreas.

Para garantir um aprendizado dinâmico e eficiente, o curso tecnológico em Transporte Aéreo da Universidade Guarulhos terão suas aulas ministradas na Academia do Ar, em salas equipadas com ferramentas multimídia, simuladores de voo e simulador de cabine de passageiros de aeronaves comerciais. A escola funciona há três anos na Unidade Guarulhos-Dutra da UnG.

Em função de determinações de órgãos nacionais e internacionais de aviação civil, como a Agência Nacional de Aviação Civil e a Organização Internacional de Aviação Civil (OACI), a obtenção do Certificado de Habilitação Técnica (CHT) e do Certificado de Capacidade Física (CCF) para as funções de piloto, comissário de voo e despachante operacional de voo deve ser precedida de aprovação em testes específicos, conforme a categoria pretendida pelo aluno, conduzidos pela Anac, orgão responsável pela fiscalização do transporte aéreo nacional.

Para ingressar no curso é necessário realizar o vestibular 2011 da UnG. As provas serão aplicadas nos dias 09, 11 e 12 de dezembro – o candidato pode escolher uma das datas. As inscrições devem ser feitas até 08/12, pelo site (www.ung.br), telefone (0800 15 88 22) ou pessoalmente em um dos campi da UnG. A taxa de R$ 20 será revertida a instituições de caridade das cidades de Guarulhos, São Paulo e Itaquaquecetuba.

Informações sobre os cursos de aviação da Academia do Ar acesse www.academiadoar.com.br ou telefone para 11 2423 7645 ou 2423 7646

Aviação civil cresce 3,5% em outubro na AL e Caribe


SÃO PAULO - O mercado de aviação civil nos países da América Latina e Caribe cresceu 3,5% em outubro de 2010 em relação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 11,6 milhões de passageiros transportados, segundo dados divulgados pela Associação Latino-americana de Transporte Aéreo (Alta).

De acordo com a entidade, a receita por passageiro-quilômetro (RPK) cresceu 6% em outubro, enquanto a capacidade avançou 2,6%. A taxa de ocupação, por sua vez, ficou em 76,6%, 2,5 pontos porcentuais acima do registrado em outubro de 2009.

No acumulado dos primeiros dez meses do ano, o segmento cresceu 13,3% ante igual período de 2009, com o transporte de 113,3 milhões de passageiros. O RPK acumulado apresentou alta de 13,2% e a capacidade subiu 7,6%.

Fonte: O ESTADO DE S.PAULO

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

VAGAS PARA TRABALHAR NO AEROPORTO (CHECK-IN)

A Consultoria Wapiya, especializada em Treinamento, Desenvolvimento,  Recrutamento e Seleção de pessoas para aviação civil,  em parceria com a escola de aviação Academia do Ar, realizará processo seletivo para empresa de grande porte no segmento de transporte aéreo, neste sábado, dia 04 de dezembro.

As vagas são para Agente de Aeroporto, conforme informações abaixo:
  
Atividades: Atuação generalista, com foco no atendimento ao cliente, podendo atuar em uma das quatro posições:
􀀴Check-in: atendimento ao passageiro, conferência de bilhete e despacho de bagagens
􀀴Loja: venda e emissão de passagens
􀀴Despacho: conferência de receita e liberação do vôo
􀀴LL: extravio e avaria de bagagem

Pré Requisitos:
Residir nas imediações do Aeroporto de Cumbica e/ou Congonhas
Sexo: Masculino e Feminino
Adequado conhecimento da língua Portuguesa
Adequado conhecimento de Matemática
Desejável experiência profissional com atendimento ao público
Desejável superior em curso
Inglês: nível intermediário

PROCESSO SELETIVO
Data: 04/12/2010 – Sábado (confirmar interesse, local e horário na secretaria da escola de aviação ACADEMIA DO AR – 11 2423-7645)

DADOS DO PROCESSO SELETIVO
O processo seletivo constará de diversas etapas, sendo que todas somam pontos e/ou são eliminatórias*
1) Avaliação de Português* e Matemática*;
2) Avaliação escrita do idioma Inglês (classificatório);
3) Entrevista*;
4) Entrevista com gestor da Empresa*;
5) Dinâmica em Grupo*, etc.
  
IMPORTANTE
Os candidatos deverão:
 - Levar no dia do processo seletivo: Currículo atualizado, 1 foto ¾, caneta esferográfica azul ou preta.
- Permanecer por aproximadamente 5 horas para a realização de processo seletivo;
- Estar alimentados e descansados.
- Comparecer com traje social completo:
*  Mulheres: tailler - saia na altura dos joelhos, meia calça cor da pele, cabelo preso em forma de “rabo de cavalo” e maquiagem.   
*  Homens: terno e gravata.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Brasil precisa formar 100 pilotos a mais por ano para atender à demanda

Por trás das panes aéreas de 2010 está o déficit no setor, que aumenta com a saída de profissionais para outros países emergentes
 
Em 2010, duas panes aéreas por falta de tripulação revelaram o fantasma da aviação comercial: vai faltar piloto no País. Desde 2008, licenças emitidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para piloto de linha aérea caíram quase pela metade. Mas o transporte aéreo cresceu 27% em um ano. Em jogo, está a segurança do passageiro, já que a urgência de mão de obra força empresas a contratar profissionais com menos experiência, dizem especialistas.

A grande dificuldade do setor, segundo a própria Anac, é o alto custo da formação e a debandada dos pilotos para outros mercados emergentes, como Ásia e Oriente Médio. Só na Emirates, que tem sede em Dubai, mais de cem pilotos são brasileiros.

Coincidentemente, é o mesmo número de profissionais que vai faltar anualmente para o mercado nacional. "Pelo menos até a Copa de 2014, vamos precisar de no mínimo cem pilotos a mais por ano além do que temos hoje, em uma estimativa bastante conservadora", afirma o superintendente de Capacitação e Desenvolvimento de Pessoas da Anac, Paulo Henrique de Noronha. "Se a aviação crescer 25% até 2014, vai faltar piloto, sim. E pode ser pior, pode crescer 50%."

Frota. Com o brasileiro viajando cada vez mais - os aeroportos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) ganharam 20 milhões de passageiros em um ano -, empresas investem em novas rotas e aeronaves, o que demanda mais tripulação. Pelo menos 40 novos aviões foram incorporados às frotas das quatro maiores companhias do Brasil até setembro - TAM, Gol, Azul e Webjet.

Pelo Código Brasileiro de Aeronáutica, isso implicaria em no mínimo 200 novos pilotos, cinco para cada aeronave. A Anac emitiu apenas 192 licenças PLA (piloto de linha aérea) de janeiro a julho deste ano.

"Autoescola". A necessidade de mão de obra esbarra no processo de formação de um piloto, que não é simples. "Demora, é cara e ele não entra na empresa do dia para a noite, precisa de experiência. Em certo ponto, é até uma atividade elitista", explica o diretor técnico do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea), comandante Ronaldo Jenkins.

"É como uma autoescola, porque ele tem de pagar pelas aulas práticas. E a hora de voo custa hoje, em média, R$ 350", explica Mário Renó, dono da escola de aviação TAS, em São José dos Campos. "A Força Aérea Brasileira já foi responsável por suprir o mercado, hoje não mais. Depois vieram as escolas das empresas, como Varig e Vasp, que eram ótimas e forneciam gente para todo o mercado. Agora é por conta dos aeroclubes", explica.

"Por baixo dos panos, sabemos que tem empresa contratando profissionais com experiência bem baixa", conta Paulo Eduardo Santos, piloto de companhia aérea há 12 anos. "Se por um lado ajuda quem está em formação, por outro prejudica a segurança do passageiro."

"Antes, ninguém entrava com menos de 4 mil horas de voo. Hoje, você já contrata piloto com mil horas", diz Jenkins.
Fonte: O Estado de S. Paulo, 07/11/2010